A copa acabou e a África se despede orgulhosa. Agora, por mais que não pareça, já começou nossa vez de sediar um dos eventos mais aclamados pelo globo: a Fifa World Cup. Convenhamos que nada está nem se quer em processo de construção, mas admito não me preocupar com as questões de estádios, central de jornalismo, hospedagem das delegações e blábláblá. Bem ou mal, isso sempre fica pronto antes do apito inicial.
Minha preocupação nasce de outro problema: os brasileiros. Quem se aventurou pelo Pan-Americano 2007 viu um povo quase hostil dentro dos estádios. Vaias a atletas pelo simples motivo de não vestirem o manto canarinho e sim de outra nação. Ok, foi uma comparação esdrúxula, porém faz um certo sentido. Somos um povo maravilhoso, não nego isso. Mas, quando se trata de futebol, chegamos a beira da prepotência, típica de campeão. Realmente temo pela Copa 2014 caso a mentalidade do povo não comece a ser trabalhada, afinal nesse último mês tivemos a chance de assistir em todos os canais de televisão declarações no mínimo anti-desportivas, menosprezando seleções pequenas, desvalorizando o poder de algumas grande e, prefiro nem comentar, o caso Argentina.
Eu acredito em uma responsabilidade, agora ainda maior, da mídia em promover o espírito de paz, o fair play também fora dos campos. Em dizer que a Argentina é nossa vizinha, não nossa eterna inimiga. Em tratar a Honduras, como uma seleção que está a representar um povo, e não como um time de fim de semana. E por fim, tratar nossa seleção como eterna favorita, mas nunca faltando com respeito aos outros povos.
Grande Abraço
terça-feira, 13 de julho de 2010
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