Na mente alheia, vagamos sempre entre o ruim e o detestável. Eternamente fadados ao mediano, o nem lá
nem cá, o mais ou menos. Novo demais, velho demais. Alto demais, baixo demais.
Distante por descaso, próximo por interesse. Solitário esquisito, carente por
atenção. Fudido sem dinheiro, esnobe.
Sincero demais, mentiroso. Nunca somos bons o suficiente. Acho que não
fomos feitos para enxergar a perfeição. Porém, na vida de todos nós chega um
momento que conseguimos. Somos ótimos, completos. Mas isso acaba
tão rápido quanto começa. Logo voltamos a ser o “quase lá”. Fodia pouco, era tarado.
Não ganhava o suficiente, trabalhava demais. Era muito ciumento, era muito indiferente.
Não queria sair de casa, só queria ir para a rua. Era meloso, era grosseiro. O
jogo da imperfeição é eterno enquanto dura e ninguém entra nele para ganhar.
Mas cedo ou tarde, todos nós acabamos vitoriosos. Um dia o dado rola e pronto. “Ande
sete palmos para baixo”. Pobre vencedor. Era uma pessoa maravilhosa.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
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